Essa é uma atividade lúdica de educação ambiental com ênfase no cuidado com o chão/solo. Foi desenvolvida como parte do projeto de pesquisa da Profa. Ana Luiza Nobre (DAU PUC-Rio) em colaboração com Joana Martins e a diretora Ana Maria Nogueira da Escola Municipal Luiz Paulo Horta, na Rocinha.
Solos saudáveis são imprescindíveis para as nossas vidas, sem eles simplesmente não existiríamos. Eles são a base da produção de quase tudo o que comemos, habitat de uma grande variedade de organismos e ainda armazenam carbono, desempenhando por isso papel chave na mitigação das mudanças climáticas.
Processos de contaminação, erosão, pavimentação, desmatamento, exploração e mineração, no entanto, afetam continuamente a saúde do solo, pondo em risco a segurança alimentar, os recursos hídricos e a biodiversidade.
Para reverter esse quadro, precisamos com urgência rever e mudar nossos modos de viver / habitar/ nos mover nas nossas comunidades, cidades e no planeta.
Solo saudável = comunidade saudável.
Durante 5 encontros semanais com os alunos e as alunas do 6º ano da escola, debatemos a importância do solo para a habitabilidade do planeta, chamando atenção para seu esgotamento e explorando a possibilidade de contribuir para sua recuperação a partir da revisão dos hábitos de consumo e descarte de cada um/a.
Buscando combater o racismo ambiental e reduzir a vulnerabilidade socioambiental da Rocinha, agravada pela pandemia do coronavírus, além de trabalhar a ética do cuidado e a cultura da solidariedade e colaboração, realizamos uma expedição de observação e coleta dos resíduos sólidos ao redor da escola.
O percurso realizado parte da escola, passa pela praça da UPA e pelo ponto de coleta da Comlurb, e volta à escola. Com luvas, recolhemos e trouxemos para a escola: algo recuperado do lixo da rua que não possa ser reutilizado/reciclado, algo que possa ser reutilizado/reciclado e algo orgânico. Também observamos as árvores e vegetações pelo caminho.
Durante a expedição, os alunos e as alunas usaram o aplicativo para registrar suas percepções quanto ao espaço e fotografar o ambiente e suas coletas, tendo como foco a presença de resíduos orgânicos e de vegetação.
A partir dos dados registrados, realizaremos um mapeamento dos pontos de coleta e descarte ao longo da expedição e possível percurso dos 3 tipos de resíduo (solido/orgânico/reciclável) até seu destino final.
Todos os dados registrados estão disponíveis com livre acesso para o público em geral, sendo possível inclusive baixá-los. A plataforma seguirá aberta para receber novos registros.